04 de fevereiro

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26/12/22 às 9h45 - Atualizado em 26/12/22 às 9h48

Riacho Fundo II é a região que mais recebeu imigrantes internos no DF

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Pesquisa do IPEDF aponta que, ao todo, 72.218 pessoas mudaram-se de uma RA para outra entre 2018 e 2021

Agência Brasília* | Edição: Saulo Moreno

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresentou a nota técnica “Migração Interna de Data Fixa no Distrito Federal – 2018/2021” e seu respectivo sumário executivo. A publicação aponta as trocas populacionais entre as regiões administrativas (RAs) da capital federal e aspectos do perfil dos migrantes entre 2018 e 2021, a partir dos dados da mais recente Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD).

Entre 2018 e 2021, 72.218 pessoas mudaram-se de uma RA para outra. No ranking das regiões que mais receberam imigrantes, estão Riacho Fundo II, com 6.442; Plano Piloto, com 5.711; e Samambaia, com 5.344. Entre os que se mudaram para o Riacho Fundo II, 15,7% vieram de Ceilândia, 13,3% de Taguatinga e 13,3% do Recanto das Emas. No Plano Piloto, 15,1% saíram de Águas Claras, 13,8% do Guará e 13,3% de Sobradinho. Em Samambaia, 31,8% eram de Ceilândia e 26,6% de Taguatinga.

Na outra ponta, Fercal (213), Varjão (376) e Park Way (191) são as RAs que menos receberam imigrantes. Apesar disso, as regiões que apresentaram os menores saldos migratórios – diferença entre o número de pessoas que entram e saem de um determinado local – são Taguatinga, com -7.856; Ceilândia, com -5.832; e Sobradinho, com -3.197. Por outro lado, Riacho Fundo II (5.499), Jardim Botânico (3.365) e São Sebastião (3.223) registraram os maiores saldos migratórios.

O estudo apurou que o Riacho Fundo II teve o maior saldo migratório no período. No ranking das regiões que mais receberam imigrantes, a RA registrou a chegada de 6.442 novos moradores | Foto: Divulgação / IPEDF

No estudo, divulgado na última segunda-feira (19), foi considerado migrante o indivíduo com três anos ou mais que, em 1° de julho de 2018, morava em região administrativa diferente da que residia no momento da entrevista da PDAD 2021. Com esses dados, é possível acompanhar o fluxo populacional das RAs e observar em quais localidades do DF ocorre expansão ou retração demográfica, contribuindo para o planejamento adequado de políticas públicas relacionadas.

Considerando o total de migrantes no período de 2018 a 2021, 44,8% deles são adultos na faixa etária dos 30 aos 59 anos; 35,5% jovens de 15 a 29 anos; 14,6% crianças entre três e 14 anos; e 5,1% idosos com 60 anos ou mais. No grupo de regiões de média-baixa renda, os jovens eram maioria entre os imigrantes (39,4%)

 

Características dos migrantes

Considerando o total de migrantes no período de 2018 a 2021, 44,8% deles são adultos na faixa etária dos 30 aos 59 anos; 35,5% jovens de 15 a 29 anos; 14,6% crianças entre três e 14 anos; e 5,1% idosos com 60 anos ou mais. No grupo de regiões de média-baixa renda, os jovens eram maioria entre os imigrantes (39,4%).

No que se refere à escolaridade, 46,4% das pessoas com 25 anos ou mais que migraram de uma região para outra concluíram o ensino superior ou pós-graduação. Em relação à renda, entre os 23.551 migrantes com 14 anos ou mais que trabalham, 59,7% tinham renda de até três salários mínimos e apenas 9,7% ganhavam acima de dez salários mínimos.

Em 2021, 54,8% dos migrantes residiam em domicílios alugados. Observa-se que a maioria das pessoas que migraram para RAs dos grupos de alta, média e média-baixa renda moravam em domicílios alugados, enquanto a maioria das que migraram para regiões do grupo de baixa renda residiam em domicílios próprios.

Confira a nota técnica http://bit.ly/NT-Migra%C3%A7%C3%A3oInterna e o sumário executivo http://bit.ly/SE-MigracaoInterna do estudo.

*Com informações do IPEDF

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